equilíbrio delicado

paranóia

do Gr. paránoias, delírio

s. f.,

doença mental caracterizada pelo conceito exagerado que de si mesmo faz o doente que se julga incompreendido e superior ao seu meio, tendo por vezes delírios de grandeza ou de perseguição;

gír.,

(no pl. ) ideias persecutórias desencadeadas pelo consumo de drogas psico-estimulantes ou psicodislípticas.
paranóia é medo e é irreal. o que liga é o afeto.
obrigada amigo por me dizer isso.
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vive-se paranóia, infelizmente.
já não se pode dizer nada.
deixam a razão entrar na frente do coração,
e aí se estraga tudo. não há ligação pela razão.
não há sustentabilidade nisso, assim nada se conserva.
têm os que pensam ser mais seguro viver assim,
que podem ser felizes, e não percebem a burra proteção que criam.
deixar entrar sem invadir é difícil. há um equilíbro dolorido, há muitos lados.
há de ter paciência. há de ser intenso e preservar ao mesmo tempo.
sem sentimento em primeiro lugar, sem surpresas, sem acaso,
sem sustos, sem decepção, sem incerteza, não se vive nada.
o ruim também pode ser bom, a gente aprende com ele.
a dor é remédio, mas tem sua dose certa.
cada um sabe o quanto tomar.
a vida é emocional e visceral, pelo menos a minha.
aplaudo aos que assim se permitem, aos que têm coragem.
aplaudo os amigos, que me preenchem, cada um ao seu modo, todos lindos.
como queria viver a cada dia um pedacinho de cada um deles…
todos apaixonantes, desejáveis, cheios de defeitos e de maravilhas, cheios de qualidades, comuns e preciosos, e com tanto amor…
que dá vontade de pôr no colo e cuidá-los num ninho.
todos com um brilho que é só para mim e o meu só para eles.
me completo neles, mas me completo sozinha.
depende o dia.
que bom deixar-se sentir. que bom poder trocar.
estou água viva.

A saudade e a volta

Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra me dizer que no peito
Há vazio há falta de alguém

Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra qualquer um qualquer hora

Por alguém que foi pra longe já volta
Foi para não mais voltar
Gente que sente e que chora

Alguém que foi embora
(Marisa Monte)

Começo este espaço pensando que eu vivo de saudade.
Eu não sinto saudade, eu a sou.
E eu gosto dela, eu a espero à noite, sentada na porta de casa,
olhando um céu que dá mais saudade ainda.
Eu vejo beleza no vazio, no só e na falta.
Eu valorizo o amor quando a saudade bate. Às vezes penso que eu convivo melhor com ele assim…
E eu funciono bem no distante, lá eu amo todo o mundo, e muito mais a mim mesma.
Mas eu quero ficar perto das palavras, delas eu sinto falta e tristeza.
Por isso estou aqui.

Estou de volta!

Amigos!

fenixEis que a Fênix ressurge das cinzas e abre as suas asas sobre a web.

O blog antigo vai ficar na lembrança agora. A Fênix agora está em novo ninho.

 Beijos a todos!