des achar

tudo pode ser achado e desachado

tudo

E…

O que eu quero?

Parece tão fácil se perguntar
Mas é tão denso de se pensar

Para isso, sempre tenho interrupções como um “mas!”, ou um  “mas?”, ou um  “mas…”
Mas isso, mas aquilo
E eu vou aceitando, e eu vou seguindo, e muito vou errando
E eu, eu, eu, ser, humano
E bate, bate, bate cabeça, e sempre tem uma paciência
Daonde, hein? Como cavo tão fundo? Como acho sempre aquela pontinha de esperança? Como ter tanta “fé” assim? É teimosia? É não ter outra condição a não ser crer? É empurrar com a barriga? É intuição? Ou nem eu sei e já é um hábito? O hábito de não saber… e aí… . Adentrar aí, por hábito.
E É esperar, esperar, esperar. E não tem mais nada que me irrite do que esperar

Então me perco entre o querer e o poder
E acabo ficando mais naquilo que posso… por incrível que pareça
Por incrível que me pareça, pois nunca quis parecer tão “aceitadora” de tudo
Mas lidar com tudo é também aceitar, é muitas vezes só poder, o que dá pra poder agora

Por que escolhas são tão difíceis? Por que abrir mão de algumas coisas para se ter outras? E tantas perguntas… E tanto não querer pensar em nada, e tanto vazio, e ao mesmo tempo cheio, e uma dança de paradoxos, só pra variar