Submerso

Naquela janela que se move bem lá adiante
têm uns sonhos guardados que ninguém vê
dentro de quadradinhos luminosos
que sempre penso poder enxergar aqui também

Tudo tão estranho
não me livro nunca deste silêncio barulhento
tanto faz já tantas coisas
qualquer coisa não me diz nada

Só olho para os quadradinhos de luz
imaginando que vida tem ali
apenas para não pensar no que eu tenho por aqui

E o barulho continua tão silencioso que cansa
É nuvem parada aqui dentro
É grito surdo pra ninguém
Ninguém merece ouvir, ninguém quer
Não quero que queiram
Não quero que percebam

Quero ficar sempre quieta, observando
Assim só eu sei
Egoísta por querer

No fundo, sempre muito escondido
por querer que descubram sozinhos
apenas por assim existir
por assim já não é preciso dizer mais nada
nem é preciso dizer

É tão fundo que nunca sobe para a superfície
nem vai subir, nem vão saber
é mais sagrado assim

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Menino Bonito

Lindo!
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!…

Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você…

E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar
É simplesmente
Lindo!…

Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você…

Depois ir embora
Ah! Ah!
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Ah! Ah!
Basta olhar prá você…

Rita Lee
por mim, pra ti

presente poesia

“Eu vou te dar uma bicicleta de presente pra te fazer muito feliz, e vou pintar toda a rua de azul e o céu de água, e o mar… e dois cavalinhos para te enfeitar!”

E neste seu sonho/realidade que é lindo, filho, podemos voar para onde a gente quiser…