“Eu vou te dar uma bicicleta de presente pra te fazer muito feliz, e vou pintar toda a rua de azul e o céu de água, e o mar… e dois cavalinhos para te enfeitar!”
E neste seu sonho/realidade que é lindo, filho, podemos voar para onde a gente quiser…
Novembro 6, 2009 às 1:02 pm (1)
“Eu vou te dar uma bicicleta de presente pra te fazer muito feliz, e vou pintar toda a rua de azul e o céu de água, e o mar… e dois cavalinhos para te enfeitar!”
E neste seu sonho/realidade que é lindo, filho, podemos voar para onde a gente quiser…
Outubro 29, 2009 às 12:52 am (1)
se eu soubesse escrever, ou mesmo pintar tudo o que eu sinto, o que eu enxergo e que eu gostaría de falar
eu transcenderia este meu universo interno
mas tenho medo de nunca mais voltar…
fico só na vontade ofegante
que toma meus braços, meus sentidos
e salta pelos meus olhos
às vezes trava na garganta
ou sai em um sorriso
noutras confunde minha visão
vira em calor
energia que tenta escapar sempre do meu corpo
nem me pergunto mais nada
só contemplo
Outubro 26, 2009 às 3:21 pm (1)
criatividade por vezes contida, um grito abafado que nem sempre consegue se organizar. E quando que grito deve ser organizado?
para inspirar projetos cientificamente poéticos:
Fui sempre o que mastigou a sua língua e a engoliu. O que apagou as manhãs e, à noite, os anúncios luminosos e, no verso, a música, para que apenas a sua carne, sangrenta pisada suja – a sua pobre carne o impusesse ao orgulho dos homens. Fui aquele que preferiu a piedade ao amor, preferiu o ódio ao amor, o amor ao amor. O que se disse: se não é da carne brilhar, qualquer cintilação sua seria fátua; dela é só o apodrecimento e o cansaço. Oh não ultrajes a tua carne, que é tudo! Que ela, polida, não deixará de ser pobre e efêmera. Oh não ridicularizes a tua carne, a nossa imunda carne! A sua música seria a sua humilhação, pois ela, ao ouvir esse falso cantar, saberia compreender: “sou tão abjeta que nem dessa abjeção sou digna”. Sim, é no disfarçar que nos banalizamos porque ao brilhar, todas as cousas são iguais – aniquiladas.
- Ferreira Gullar
Outubro 22, 2009 às 10:19 pm (1)
menino bonito, menino bonito, aiiiiiiiii
tem que ter malemolencia… humm…
Outubro 22, 2009 às 7:37 pm (1)
Um casal de aparentemente uns 40 anos
ele tira fotos dela, ele contempla cada retrato batido
um dia lindo no parque, o chafariz ligado é cenário para a alegria deles
é a vez dele olhar para a câmera
ele abana, manda beijos e grita para o mundo:
“eu amo a Caareeeen!!!”
uma tarde normal pode inspirar qualquer casal de amantes
a beleza está nas coisas simples…
E só pra não perder o costume um grupo de soldados do Colégio Militar passa correndo e olhando para as pessoas, dizendo bem alto : “apenas 16h30 e esse bando de gente aí, essa Porto Alegre tá cheia de desocupados!”
E mais uma vez o sistema opressor quer fuder com a sociedade, mas isso não é nem de longe mais alto que um simples grito de amor.
Outubro 19, 2009 às 7:52 pm (1)
É bom sempre lembrar:
que fofoca é a pior coisa que existe, ela pode destruir.
quem fala dos outros para você, com certeza fala de você para os outros…
a tua consciência é teu guia.
diga-me com quem andas que te direi quem és.
e chega de profecia! rsrsrs
estar bem consigo mesmo, não há nada no mundo que pague.
que todos possam se importar mais com isso e menos com intrigas.
olhe para o seu umbigo e vá fazer alguma coisa com ele!!
POSITIVE VIBRATIONS!!!
e no final, as máscaras sempre caem…
Outubro 7, 2009 às 8:36 pm (1)
Danço um caetano
coreografo um instante
inspiro uma pulsação
Tomo uma coca-cola,
ele pensa em casamento
tem três anos
e já quer me namorar
Olho o cinza da tinta da janela
que se iguala ao céu dessa estranha primavera
coloco cores nos olhos
só pra acreditar
não vire fumaça
meu pensamento te materializa todo o dia
bem mais que ar quente provoca arrepio na espinha
foi teu olhar oco que ainda não sabe falar
Setembro 18, 2009 às 6:49 pm (1)
ela sai em azul de um mar de cores
redescobrir Djavan em suas notas sensibilidade
em teus olhos fechados sentir
tanto sentimento puro em um claro olhar
tanto sentir em cantar olhando pra dentro
tanta riqueza em não falar
só musicar a palavra silêncio
que é de ouro e reluz sempre
a cada abrir de olhos
em cada olhar
em todo o toque em um instrumento
poetizar por assim sentir
por assim dar
“queria saber
o que toca você
queria chegar
e poder te alcançar…
eu vou buscar
o céu, o mar
o que de mais
bonito há
pra te presentear”
mas não saber nem querer
é bom só redescobrir
poesia é te olhar, te sentir
e ter o privilégio de te ter
em um momento de encanto
Setembro 9, 2009 às 3:21 am (1)
o passarinho saiu da gaiola
quando na gaiola ele tinha água, comida, um certo conforto
uma certa estabilidade
ele estava cômodo mas não sabia mais como havia nascido
não sabia mais o que era a aventura, a liberdade
havia esquecido do maior prazer que é voar
alguém que ele não lembra tinha o colocado ali
e ali ele foi se acostumando sem saber se era alegre ou triste
lá dentro ele apenas vivia, sem pensar em mais, até porque só queria viver
mas viver vai muito além do mesmo horizonte que o passarinho sempre via pelas grades da sua gaiola
e isto parece simples, mas o passarinho havia rapidamente esquecido
ele não lembrava mais que voar é igual a felicidade
então, um dia, ele viu a janela de sua gaiola aberta
e a curiosidade o levou à liberdade
ele vôou, vôou e vôou por todos os lados em que poderia voar
vôou alto, baixo, rasteiro, e foi aproveitando cada momento, cada (re)descoberta, e foi lembrando de quando não morava na gaiola
lembrou de quando ficou longe de sua mãe e precisou voar sozinho
lembrou de ter chorado muito mas seguiu adiante
lembrou também de todos os amigos que fez durante a sua caminhada
alguns nunca mais viu, com outros sempre voltava a voar
mas pensou que todos construiram junto a ele o que conhece por vida
voando novamente ele percebeu o quanto isso era bom
mas como pode ser difícil
ele tinha que conseguir a sua água, a sua comida e um lugar para dormir
cada dia era uma aventura diferente, e como as alegrias, os perigos e medos também estavam sempre à volta
mas ele não dependia de ninguém e podia viver intensamente a sua felicidade
e pensou que isso era maravilhoso, de uma sensação inexplicável
viu que não só o seu corpo, mas sua mente agora é que voava alto
e ele podia fazer o que quisesse com isso
ele tinha toda a natureza para acompanhá-lo e todas as descobertas do mundo pela frente
e podia sempre voltar para os lugares que mais gostava
sem precisar estar sempre preso a um só
ele só devia ser leal a si mesmo
e colocar o amor sempre em primeiro lugar nos seus vôos, na sua vida
e era isso que ele estava fazendo e aprendendo a fazer a cada batida de asas
Agosto 29, 2009 às 6:06 am (1)
o invernoprimaveraverão dançava pelo ar
e o calor queimava as minhas pernas
fazendo com que eu andasse cada vez mais e mais depressa
tudo tão volátil mas algo de permanente paira por aqui
uma constante falta de ar
não faça assim
eu me movo do centro para fora
não me descentralize
por mais que eu queira